Editorial
Antes de qualquer outra coisa, impõe-se um sentido pedido de desculpas pelo atraso e a informação de que O Fio de Ariadne continua.
O presente atraso do número 3 para o número 4 tem uma razão simples: recebi uma oferta de emprego, que aceitei, em Amarante. Começando a trabalhar em Amarante, a uma distância considerável de Lisboa, trouxe alguns problemas quanto à continuidade da revista sem atrasos consideráveis.
O primeiro problema foi o da limitação de tempo que o emprego aceite trazia à minha pessoa, mas parece-me, agora, que está resolvido. O segundo problema foi o de arranjar um espaço físico, uma casa para alugar em Amarante onde pudesse ter as minhas coisas, e neste momento escrevo no sossego do meu apartamento em Amarante, que levou mais de dois meses a conseguir descobrir e alugar. O terceiro problema foi o de trazer para o meu novo apartamento de Amarante a impressora que eu tenho usado para imprimir as revistas e ela está à minha frente na mesa onde tenho o computador.
Com todos os problemas resolvidos, é tempo de arregaçar as mangas e voltar à revista. Felizmente para mim, a revista tem sido feita com as colaborações de um grupo fiel de amigos que se manteve com o mesmo interesse no Fio de Ariadne, e assim, arranjar novos textos para publicar nãop se afigura assim tão difícil.
Por outro lado, deixem-me assegurar que o facto de eu estar em Amarante não trará quaisquer diferenças para o funcionamento da revista. Estou a trabalhar remotamente para uma empresa inglesa e, na data estabelecida para o lançamento de um novo número, virei até Lisboa para o fazer nos moldes em que o tenho feito.
No lançamento, além dos poemas e textos publicados na revista, continuará a haver em espaço de microfone aberto reservado para quem não publicou na revista, mas gostava de ler qualquer coisa.
Armando Halpern